Resumo das atividades da AEZA em 2018

Aljezur, 19 de janeiro de 2019

Durante o ano de 2018, a AEZA continuou com a sua atividade principal e com o trabalho que já vinha fazendo nos anos anteriores, no sentido de proteger os animais abandonados, negligenciados ou de donos carenciados do concelho de Aljezur.

Assim e de forma resumida, a atividade desenvolvida durante o ano de 2018, foi esta:
Cães:
Entraram 157 novos animais no abrigo.
Destes, 39 foram devolvidos aos seus detentores, 6 morreram por doença, idade avançada ou foram eutanasiados por fatores comportamentais agressivos,
114 foram adotados (59 para Alemanha; 4 Reino Unido; 51 em Portugal)
No final do ano tínhamos a cargo 68 cães, 50 no abrigo e 18 em famílias de acolhimento.

Gatos:
Entraram 62 gatos adultos e bebés no abrigo.
Destes, 2 voltaram para os seus detentores,11 morreram por variados fatores, 22 foram adotados (4 para Alemanha; 1 Reino Unido; 17 em Portugal)

No final do ano tínhamos a cargo 31 gatos no abrigo e 1 em família de acolhimento.

Temos ainda algumas dezenas de gatos que apoiamos em colónias externas ao nosso abrigo. Infelizmente os números não estão a baixar como seria de esperar e isto deve-se a vários fatores alheios à AEZA.

Todos os animais entregues para adoção foram previamente vacinados, desparasitados, chipados e esterilizados, antes de seguirem para as suas novas casas.

No ano 2018 foi efetuada a habitual Campanha de Esterilização dentro dos moldes habituais, assim, fizemos a distribuição de senhas para que este tipo de intervenção pudesse continuar a ser implementada.
Desta forma e com a colaboração da Drª Filipa Alves, da Drª Gabi Clemens e Dr. Pedro Kaiseler, foi possível efetuar a esterilização / castração de cerca de 160 animais (cães e gatos), provenientes de famílias de baixos recursos, animais abandonados, ou de pessoas que de outra forma não tomariam esta iniciativa tão prioritária, que tem como objetivo o controlo populacional de animais errantes.

A AEZA ajuda várias colónias de gatos em vários locais do concelho de Aljezur: esterilizando-os, fornecendo ração e cuidados médicos veterinários, quando necessário.
A alimentação diária na maior parte das colónias é fornecida pela AEZA e disponibilizada aos animais, por alguns moradores locais, o que tem sido uma preciosa ajuda.

Estamos neste momento em conversações com a CM de Aljezur, no sentido de que nos seja aumentada a ajuda financeira, tendo em conta o cada vez maior fluxo de responsabilidades e despesas que estamos a sentir.

Para cumprir os seus objetivos, a AEZA contou com o apoio da Câmara Municipal de Aljezur, da ACCT, Nandy Fund, Sandra Wieser, Mónika Haucke, Peggy Webster, Friends of AEZA, Helping Paws Brighton e dos muitos voluntários que desempenham variadas funções, tais como: limpeza do canil aos fins de semana, participação em feiras e eventos, realização de pequenas obras, famílias de acolhimento temporário, entre outras…

Neste momento contamos com 117 sócios, 6 novos em 2018.

Mantemos a colaboração de um funcionário de limpeza do canil, a Jutta Klaudat, durante os dias úteis da semana, mas devido ao crescente aumento de trabalho, agora este elemento está a trabalhar durante os dias uteis da semana, entre as 9h e as 17h.

Algumas obras de manutenção e de melhoria das instalações continuam a ser realizadas sempre que necessário e de forma continuada, sendo estas geralmente patrocinadas pela CM de Aljezur no que respeita a materiais, e pela AEZA no que respeita a mão de obra.

Em parceria com a Junta de Freguesia do Rogil procedemos nesta localidade, à instalação da primeira estação devidamente identificada, de tratamento de colónias de gatos de rua.
Pretendemos instalar outros equipamentos identicos por vários locais do Concelho de Aljezur.

Todas as semanas às terças, sextas e domingos, se realiza o passeio com os cães do nosso abrigo, que é uma atividade essencial para o convívio entre pessoas e animais, para além da liberdade e bem-estar oferecida aos nossos cães.

Estivemos no terreno a ajudar com várias entregas de comida e medicamentos, para apoio ás vítimas do incendio que ocorreu no verão passado em Monchique.

Também apoiámos o empresário Américo Telo, na forma de ração oferecida para os animais, este que foi a única vítima do incendio ocorrido na zona do Carrascalinho no verão passado.

Os tratamentos e a desparasitação dos animais têm continuado de forma regular para os que estão no abrigo, mas também para animais ao cuidado de pessoas carenciadas, às quais oferecemos desparasitantes ou outros tratamentos, com a regularidade necessária.

Para podermos financiar todas as atividades atrás referidas, grandes esforços têm sido feitos para angariação de fundos, por exemplo: à semelhança de anos anteriores, a AEZA esteve presente no Festival da Batata Doce, na Feira de Velharias da AMOVATE que acontece todos os meses, na banca de venda de artigos aos sábados de Agosto no mercado dos agricultores, em sorteios e outros eventos onde se divulgou o trabalho da associação e se angariou fundos e novos sócios. Temos também contado com a importante ajuda por parte do grupo Friends of AEZA.

A AEZA é um bom exemplo, reconhecido por muitos, dentro e fora do concelho de Aljezur e do País.

De salientar que a atividade da AEZA, trata diretamente com vidas.

Tal como os bombeiros ou outras entidades que trabalham com a vida, sejam de pessoas ou de animais, não nos podemos dar ao luxo de não fazer já e deixar para amanhã.

Quando está um animal a precisar de ajuda, não interessa se é fim de semana ou feriado, pois alguém tem de resolver a situação de imediato.

Os voluntários da AEZA tem feito este serviço público ao longo de 18 anos, de forma voluntária e altruísta, apenas por amor à causa e a bem do concelho de Aljezur e do país.

Muitas outras coisas foram feitas e muito haverá ainda a fazer.

Contudo, iremos continuar o nosso caminho e para isso esperamos contar com o apoio de todos os que nos tem ajudado e outros que porventura possam e queiram juntar-se a nós.

(Ainda é comum que uma boa parte da sociedade ache, que a causa animal é uma causa menor e que quem se dedica a esta, é por não ter mais o que fazer, e que as causas humanitárias (importantíssimas de facto), é que deverão ser as prioritárias.
Convém lembrar, que quem se dedica à causa animal ou a causas ambientais, está diretamente a ajudar a construir uma sociedade mais ética, mais civilizada, mais saudável, mais limpa, mais segura, mais sustentável no futuro, etc, etc, etc… logo, uma sociedade e um mundo melhor para todos).

Como nota informativa e para demonstrar de uma forma simples e clara sobre a importância do trabalho da AEZA, colocamos aqui este ponto, que porventura deverá ser do desconhecimento geral:

A AEZA esteve presente no evento organizado no Espaço+ em 2018, que contou com a presença dos dirigentes do Movimento Associativo Português.

Dos vários pontos de interesse desta reunião, houve um que nos era desconhecido e que julgamos o será também da maioria dos cidadãos:
“Está inscrito na constituição da república portuguesa, que o estado e o poder local, têm o dever de pagar às associações, as atividades que passa para a responsabilidade destas”.

Assim e para além de outras despesas, também as despesas relativas a horas de trabalho voluntário, deverão ser contabilizadas, pelo menos a título informativo.

Assim, e para se ter uma ideia dos valores aqui envolvidos a que ninguém dá importância, colocamos este exemplo: 1 pessoa x 7 horas semanais x 48 semanas x 8,15€ = 2.738,00€ ano para apenas uma pessoa.

Na AEZA somos seis, as pessoas que disponibilizam tempo em diversas atividades diárias durante o ano, portanto é fazer as contas…

Agradecimentos finais a todos os envolvidos nas diversas ações e atividades que ocorrem ao longo do ano, não podendo deixar de salientar algumas pessoas, que são a alma e a sustentação, que permite que a AEZA continue a funcionar 24 horas por dia e 365 dias por ano, portanto, um agradecimento especial à Kerry; à Faith; à Isabel; à Jane; à Lurdes, ao Armando, e deixando desde já um pedido de desculpa se algum nome ficou esquecido.

Saudações Ecologistas e Zoófilas,
A Direção da AEZA

Este post também está disponível em: Inglês

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